sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Importância das Fibras


São sete os nutrientes que o Homem necessita e retira dos alimentos:
Água, fibras, carboidratos, lípidos, minerais, proteínas e vitaminas. Falaremos aqui sobre as fibras.
As fibras são um conjunto de substâncias – celulose, gomas, hemicelulose, lignina, mucilagens e pectinas – da família dos hidratos de carbono. São compostos que não são digeridos nem absorvidos pelo nosso organismo e, apesar de não terem funções plástica, energética ou de ativação metabólica, têm um papel demasiado importante para serem descurados na nossa alimentação.
Uma alimentação rica em fibras é promotora da saúde a vários níveis:
- mantém ou recupera o equilíbrio da flora intestinal, impedindo ou favorecendo o desenvolvimento de bactérias prejudiciais ou benéficas, respetivamente;
- contribui para uma boa formação de fezes, tornando-as mais hidratadas e moles;
- estimula a motilidade do intestino, melhorando a circulação e evacuação das fezes;
- promove o esvaziamento da vesícula biliar, contribuindo para melhores digestões e prevenindo a formação de cálculos na vesícula;
- aumenta a capacidade de eliminação do colesterol e de gorduras, diminuindo os seus níveis de circulação no sangue;
Um outro benefício da utilização de fibras na alimentação é a sensação de saciedade que do seu
consumo resulta, controlando assim a ingestão de outros alimentos que, ao serem calóricos, elevam o aporte energético para níveis superiores aos necessários.
Quando a dieta é pobre em fibras, os indivíduos estão mais sujeitos a determinadas desordens ou doenças tais como:
- apendicite;
- aumento dos níveis de colesterol e gorduras no sangue, com todas as implicações que daí resultam – arterosclerose, doenças cardíacas, dislipidemias etc;
- cancro do intestino grosso;
- formação de cálculos biliares que pode levar à remoção da vesícula;
- diverticulose do cólon;
- prisão de ventre.
Numa alimentação racional a quantidade de fibras deve ser sempre superior a 10 g por dia e este nutriente deve estar presente em todas as refeições. As fibras encontram-se em alimentos de origem vegetal, particularmente os cereais e seus produtos derivados – farinhas, massas e produtos de panificação; frutos; hortaliças; legumes e leguminosas – ervilhas, favas, feijões, grãos e lentilhas.
Os cereais e os seus produtos derivados são tão mais ricos em fibras quanto menos forem manipulados no sentido de os branquear. Assim, farinhas, massas e pão, em geral, escuro ou de mistura são mais completos.
Na fruta, a casca é a zona que contém mais fibra pelo que, sempre que possível, não deve ser consumida descascada. Para se aproveitar melhor a quantidade de fibras existente nas hortaliças deve-se cozê-las muito bem de modo a ingerir-se com facilidade as suas partes mais duras.

fonte: www.buscasaude.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Estranho caso clínico



O parto foi cesariana, pois até a data prevista 31/3 não houve sinais, e optamos pela cirurgia.

Pedro nasceu muito bem. Chorou logo e teve nota 9 de Apagar.

Nasceu com 48 cm e pesou 3,430kg.

Seu primeiro ano de vida foi ótimo, com desenvolvimento perfeito e nenhuma doença.

Sentou com cinco meses, andou com 11 meses, disse as primeiras palavras com 7 meses e antes disso já emitia sons naturais de um bebê.

Com um ano e dois meses, certa tarde durante o sono, Pedro acordou assustado como estivesse se engasgando.

Isso se repetiu por mais alguns dias até que fomos ao médico.

Este viu uma crise, suspeitou de refluxo-gastresofágico e solicitou alguns exames.

Nesta época, estas crises aconteciam mais ou menos 10 vezes ao dia e duravam aproximadamente 15 segundos.

Como os exames não acusaram nada, por indicação do médico, procuramos um neurologista infantil que disse tratar-se de crises convulsivas.

Fizemos um primeiro eletro encefalograma que foi normal.

Procuramos o Dr.Salomão Schwartzmam, que o avaliou e considerou-o logicamente perfeito.

Nesse período, as crises aumentavam em quantidade e intensidade.

Assim, em agosto de 90 ele foi internado na UTI pela primeira vez com aproximadamente uma crise a cada 3 minutos.

Ficou no Hospital 20 dias e saiu com as crises mais controladas. Fez uma Tomografia Computadorizada que foi normal.

O segundo eletro acusou foco irritadiço do lado direito cérebro.

Apesar de tudo isso, seu desenvolvimento continuava
normal, porém mostrava-se mais sonolento.

As crises continuavam; eram crises mistas.

Em outubro de 90, percebemos que ele estava sorrindo menos, chorando menos e que quando sorria, o lado esquerdo de seu rosto parecia paralisado.

Em novembro de 90, percebi que ele usava menos o braço esquerdo. Os médicos chamaram de seqüelas. Em dezembro de 90, fizemos uma ressonância magnética de crânio, um exame de Fundo de Olho alguns exames para detectar erros inatos do metabolismo. Todos os exames foram normais.

Nessa época, ele já apresentava dificuldade para caminhar e falava menos. Mantinha uma média de mais ou menos 20 crises por dia.

No decorrer de sete meses mudamos de médicos por diversas vezes vários anticonvulsivantes foram testados.

Porém o efeito nunca era totalmente satisfatório.

E esteve internado mais duas vezes para controlar crises mais frequêntes Em janeiro de 91, Pedro foi internado mais uma vez e saiu do hospital sem andar, sentar ou falar.

Em fevereiro, novamente foi internado com crises muito fortes, ficou 20 dias no Hospital.

As crises já duravam 1 min, manifestando-se a cada 10 min.

Nessa ocasião, foi medicado com cortisona e fez vários exames de Metabolismo, porém nada foi encontrado...

A habilidade motora dele ficou debilitada.

Quando teve alta, não segurava a cabeça, não sentava sozinho e parecia não reconhecer ninguém, além de não fixar o olhar em nada.

O tempo foi passando, e com seções de fisioterapia e muito carinho Pedro foi conseguindo alguns pequenos progressos.

Continuávamos nossa maratona em médicos e exames, porém nada acontecia.

Suas crises ficaram um pouco mais controladas, manifestando-se somente durante o sono, aproximadamente 8 episódios por noite, com duração de cerca de 1 min.

No final de 95, ele ficou alguns dias consecutivos sem apresentar crises.
Nestes últimos anos, repetiu alguns exames, porém nada de novo foi encontrado.

Teve complicações pulmonares e tomou muito antibiótico. Nos últimos meses de 95, Pedro readquiriu o controle da cabeça e ganhou maior firmeza no tronco.

Passou a fixar o olhar nas pessoas e objetos, porém ainda não manifestando desejo de pegá-los.

Seu rosto ficou mais expressivo, apesar de ainda não rir ou chorar.

Em janeiro de 96, repetimos a Ressonância Magnética que se apresentou tal e qual a anterior, segundo o médico que assinou o laudo.

O Dr. Fernando Arita, seu médico atual, diagnosticou que Pedro tem um cérebro um pouco menos denso do que uma criança de 7 anos.

Repetimos também o eletro encefalograma, que se apresentou bem melhor que o anterior, com crises mais localizadas.

Fizemos também, um estudo de Cariótipo (pai, mãe e filho) com a Dra.Rita de Cássia Stoco e nada foi encontrado.

Disse suspeitar de Doenças Mitocondriais e sugeriu que fizéssemos um estudo de DNA. Foi feita também, uma dosagem de aminoácidos no sangue e cromatografia de açúcares na urina.

Atualmente, Pedro mantém cerca de 4 crises convulsivas durante o sono, principalmente a partir das horas da madrugada. Em suas crises estica braços e pernas, gira a cabeça para a esquerda e chora..

Duram cerca de 45 segundos. Sua atenção continua fixa nas pessoas e objetos, porém não se movimenta espontaneamente.

Readquiriu razoável controle de tronco, porém não senta, não fica em pé, não fala, não sorri ou chora.

De dois anos para cá, desenvolveu uma escoliose bastante preocupante. Está medicado com Rivotril, Valpakine e Tryleptal.

Pedro, atualmente, está com 15 anos. Durante todos estes anos, não encontramos uma resposta para o que acontece com Pedro, e, também nunca encontramos alguém com problema semelhante para trocar experiências..

Se você puder ajudar, se for médico ou já conheceu alguma criança com o mesmo problema, por favor, nos escreva.

Se não, passe essa mensagem para frente para que encontre o destino certo.

Muito Obrigado,


Liane e Manoel


Nosso endereço: Rua Conselheiro Brotero, 1559 apto 134 CEP 01232-011 São
Paulo - SP - BRASIL
Fone: (11) 3662.4826

Executivo e Pai

 Ser um executivo de sucesso e pai, ao mesmo tempo, parece impossível.
 A empresa exige excessiva dedicação e há executivos que chegam a passar cento e oitenta dias por ano entre aeroportos, táxis e hotéis.
 Estudos feitos na Califórnia indicam que um pai típico da década de sessenta costumava passar quarenta e cinco minutos por dia com os filhos. Três décadas depois, esse tempo foi reduzido para seis minutos. O empresário americano, Tom Hirschfeld, de trinta e seis anos, afirma, no entanto, que é possível ser um ótimo executivo e um ótimo pai. 
Com dois filhos, de cinco e dois anos, diz que um pai que consegue driblar as manhas e vontades de um filho de cinco anos, por exemplo, tem todas as condições para tirar de letra quaisquer problemas com um funcionário talentoso, mas complicado. Homens de negócios, bons empresários, diz ele, podem ser ótimos pais. Assim, aconselha: Conheça seu filho. Descubra os gostos dele, seus amigos e inimigos. Gaste algumas horas com ele. Faça com que seu filho tenha confiança em você. Marque presença. Administre sua agenda e esteja presente nos momentos importantes da vida dele. Saiba quando e a quem delegar a sua substituição. 
Assim, não deixe a babá levar o seu filho para a cama só porque você quer assistir o segundo tempo do futebol na TV. Aproveite e esteja com ele. Faça a oração da noite e se enterneça com as rogativas dele a Deus, que vão do papai e mamãe ao gatinho doente da prima. Supervisione a escovação dos dentes, a troca do pijama e descubra como ele está crescendo, vencendo suas barreiras. 
Resista à tentação de deixar seu filho aos cuidados da televisão ou do computador. Nada é tão importante como a presença, o toque, a palavra. Não há necessidade de estar cem por cento do tempo com os filhos, mas aprenda a reservar um bom tempo para a família. O restante é seu, não importando o que você faça com ele. E não se esqueça que é preciso ter disciplina, pois a melhor forma de ensinar ainda é o exemplo. E o melhor caminho é o diálogo. * * * No trato com os filhos, seja sempre imparcial, a fim de não incorrer em injustiças. Mas não confunda justiça com igualdade. Cada filho, por sua personalidade única, deve ser tratado de forma diferente. Dose, portanto, sua energia com uns e outros. 
Com certeza, a tarefa não é fácil. Contudo, você tem um aliado invencível: Deus, nosso Pai, que sempre está ao seu lado e lhe responderá às indagações que Lhe dirigir pela prece sincera.

 (Não basta ser executivo... Tem que ser pai, de Alexandre Alfredo, da revista Exame, de 11 de agosto de 1999.