quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O ouro roxo da floresta amazônica





Pouco depois das sete horas da manhã, Cuia Preta agarra com as duas mãos o tronco do pé de açaí, ergue os olhos em direção ao topo da árvore e num gesto brusco inicia a vertiginosa subida. Com uma faca presa à bermuda, utilizando-se apenas da força dos próprios braços e o apoio dos pés envoltos pela peconha – espécie de cordão feito de fibra ou trançado com folhagens – ruma firme quase até o topo, cerca de 4 metros acima do nível do solo. O talho cirúrgico desprende a vassoura (cacho) de açaí do tronco e ele então desliza com maestria de volta à terra firme.

Ali perto, o colega Júnior executa os mesmos movimentos em uma árvore igualmente alta. Embrenhados sozinhos em uma floresta estranhamente silenciosa, sob um calor abrasador já nas primeiras horas do dia, ambos dão início à cadeia produtiva da mais importante fruta da Amazônia,fonte de sustento para milhares de famílias da região, ingrediente da moda Brasil afora e símbolo do exotismo da maior floresta do mundo nos países estrangeiros.

“Esse açaizal não é tão alto, cansa menos”, comenta Júnior, hoje com 24 anos e colhendo açaí desde os 12. “Caí só uma vez, bem no começo, eu era inexperiente. Subi sem a faca e quando puxei a vassoura, desabei junto com ela. Machuquei o braço, achei que tinha quebrado.” Sentados em uma lona azul estirada sobre a relva, com muitas vassouras de açaí colocadas ao centro, os dois são hábeis em debulhar o fruto do galho. Lentamente,atentos em separar as frutas secas ou verdes das maduras, enchem os cestos que comportam até 14 quilos. Ao final da manhã, havia 12 lotados.

A preciosa mercadoria é cuidadosamente colocada dentro da canoa vermelha que balança à margem do igarapé, aproveitando a maré cheia ao redor do meio-dia. Sentado na proa, Raimundo Clemente Ferreira Pereira, ou simplesmente Diguito, observa sereno a cena à qual está amplamente familiarizado. Nascido e criado na ilha de Campopema, ele é proprietário de uma área de oito hectares, seis deles dedicados exclusivamente à produção de açaí e os dois restantes mantidos intocados para a preservação ambiental.

Impulsionada por um único remo, a canoa desliza mansamente pelo igarapé. O sinuoso trajeto até a casa de Diguito revela a sedutora beleza da floresta amazônica, os profundos cursos d’água de cor marrom cortando o verde intenso do açaizal e de outras espécies de frondosas árvores que miram o céu azul.

A chegada da canoa na hora do almoço faz com que sua esposa ligue o gerador de energia para bater o açaí. A casa de quatro cômodos e pouquíssimos móveis ainda não tem luz elétrica, prometida para 2012. “O açaí é fundamental para as famílias, é nosso primeiro alimento”, diz o senhor de 52 anos, de cabelos curtos grisalhos, barba rala, sobrancelhas negras, relógio dourado reluzente no pulso esquerdo e uma arredondada barriga.

Frutinha que vale ouro sustenta o corpo e o bolso

A importância desta pequena fruta de cor roxa na alimentação diária dos paraenses é crucial. Todavia, nem sempre foi assim. Inclusive seu valor comercial, hoje rentável em nível internacional, é ainda mais recente. “Cansei de levar açaí para Abaetetuba, chegar lá e jogar fora. Ninguém queria”, lembra Diguito, rememorando 20 ou 25 anos atrás, quando não havia mercado para a preciosidade da qual apenas a casca é aproveitável.

Mas os tempos são outros e a Amazônia, que já experimentou áureos períodos de riqueza com a exploração da borracha e com a cana-de-açúcar, atualmente se esbalda com a pequena e cobiçada frutinha. Para 70% das 196 famílias que habitam a ilha de Campopema, próxima à cidade de Abaetetuba, o açaí é muito mais do que uma fonte vital de alimentação. “Naquela época nem se pensava em comprar algo com o dinheiro do açaí. Hoje não, a situação financeira mudou. Quando a safra chega, a gente começa a comprar nossos produtos, sabe que o dinheiro vai chegar, é garantido”, confidencia ele.

Construída alguns metros acima do igarapé, sustentada por grossas toras de madeira, Diguito mora em uma casa simples e ampla. A sala, em formato retangular, com paredes de madeira pintadas em azul e janelas marrons, ostenta apenas as redes utilizadas como camas e o móvel onde está posicionada a televisão, ornado por porta-retratos e imagens religiosas. O cômodo do casal tem apenas duas redes, dois armários e algumas caixas. Na cozinha, os dois bancos de madeira ao redor da mesa de refeições são os únicos lugares para sentar em toda a casa.

Fernando Martinho

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Querido GUILHERME


Querido GUILHERME:
               Primeiro,você era só um sonho. Até que, foi concebido com amor.
               Nós só o conhecíamos por imagens. Tínhamos apenas alguns vislumbres de seu corpinho. Seu coraçãozinho batia no mesmo compasso do nosso. Você era pequenino, miúdo,acomodado, como um reizinho, no útero de sua querida mãe,que o alimentava pela placenta. Vimos suas mãozinhas, seus pezinhos, traços de seu rostinho. Os meses foram passando, e as imagens foram se modificando. Seu rosto adquiriu contornos bem visíveis, suas mãozinhas já agarravam os pés e queriam ir teimosamente até à boca,e seus órgãos genitais apareceram e confirmaram seu sexo. Você passou a "chutar":parecia que o espaço estava se tornando muito curto. Era como se você quisesse dizer:"Ei,vocês,eu estou aqui!". Sabe que você deu um "chute" na cabeça de seu papai? Tudo era motivo de risos. Mas, uma coisa incomodava sua mãe: ela não conseguia dormir...mas o amor dela por você era o maior de todos.
               Guilherme, nosso amor por você, no início, já era grande e,agora,ficou enorme,tão grande que não cabe mais no nosso coração e tem que sair pela nossa boca e falamos orgulhosamente que somos avós. Que alegria! Que felicidade! Momentos inesquecíveis para nós seus avós, e para seu papai e sua mamãe. Você agora é real. Não é mais imagem, fotografia, vídeo, eco. Você é de carne e osso,fofinho,gostosinho de se pegar,de se apertar,de colocar coladinho no nosso coração,de afagar com todo o carinho. Você é o tesouro que o Papai do Céu enviou para ser cuidado por nós. Antes, para você, era tudo escuro,cheio de líquido. Agora, você vê a luz,vê os rostos daqueles que você só conhecia pela voz. Chora. Sorri. Faz gracinhas. Encanta a todos. É gente,é ser humano. É a obra-prima do Criador. Seus pais têm uma grande responsabilidade na sua formação daqui para frente. Eles ensinarão para você O CAMINHO ( JESUS ) em que você deve andar. Nunca se desvie; nunca se esqueça dele,pois é o caminho que o conduzirá para o Céu.
               Jesus o ama! Nós também, e de todo o coração. Deus o abençoe, meu netinho querido. Seja bem vindo e feliz neste mundo no qual és um reizinho. Deus o abençoe!
               Seu vô coruja, João GUILHERME     

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Volante do Lado Direito do Carro

Na Idade Média as pessoas mantinham-se à esquerda nas vias pela simples razão de que você nunca sabia com quem podia encontrar e era necessário garantir que o estranho passasse à sua direita de maneira a facilitar o uso de sua espada se ele se mostrasse inamistoso.

Os cavaleiros preferiam cavalgar pela faixa da esquerda nas estradas porque quando precisavam se defender de inimigos que os atacavam durante as viagens lutavam melhor quando empunhavam a espada na mão direita.

Este costume teve sanção ofical em 1300 quando o Papa Bonifácio VIII inventou a moderna ciência do controle de tráfego declarando que os peregrinos que dirigissem-se a Roma deviam manter-se à esquerda nas vias.

O sistema papal prevaleceu até o final dos anos 1700, quando nos Estados Unidos e França começaram a circular grandes carroças de carga impulsionados por vários pares de cavalos.

Estas carroças não possuíam assento para o condutor; em vez disto, eles as conduziam montados no último cavalo à esquerda, de maneira a deixar seu braço direito livre para açoitar os outros animais.

Uma vez sentado à esquerda, era natural que fosse do interesse do condutor que todos passassem à sua esquerda, de forma a cuidar que seu veículo ficasse afastado das rodas do outro carro que vinha em sentido contrário.

Daí a origem de trafegar pelo lado direito da via, que veio a resultar em leis nos Estados Unidos, Canadá e França que formalizaram o hábito. Posteriormente Naopelão ratificou o hábito em todos os países sob seu domínio.

Na geograficamente pequena Inglaterra, entretanto, não havia tanto o hábito do tráfego de grandes carroças, que necessitassem que o condutor as guiasse montado em um dos cavalos. Ao contrário, a condução era feita em assentos colocados sobre a carroça. Mais ainda: normalmente a condução era feita a partir do lado direito, de maneira que o chicote não atingisse a carga no retorno do atiçamento dos cavalos, na medida em que o uso do chicote era, como era de se esperar, feito com a mão direita.

Assim, a Inglaterra manteve-se dirigindo à esquerda, enquanto o mundo ia para a direita da via.

A ex-colônia inglesa India manteve-se com a direção invertida, assim como a Indonésia. O embaixador inglês no Japão atingiu o ponto alto de sua carreira ao conseguir, em 1859, persuadir seus anfitriões a inverter o tráfego em suas vias de forma a ficar igual à Inglaterra.


A Convenção de Viena de 1968, das Nações Unidas, determina as regras básicas de trânsito, ainda que nem todos os países sejam seus signatários.

Lista de países com circulação pela esquerda (mão inglesa)

Na África
África do Sul 
Comores 
Ilhas Maurício 
Malauí 
Moçambique 
Namíbia 
Quênia 
Suazilândia 
Tanzânia 
Zimbábue 
Uganda

Na América Central
Bahamas 
Barbados 
Granada 
Ilhas Cayman 
Ilhas Virgens Americanas 
Ilhas Virgens Britânicas 
Jamaica 
Santa Lúcia 
Trinidad e Tobago 

Na América do Sul
Guiana 
Ilhas Malvinas 
Suriname 

Na Ásia
Brunei 
Butão 
Singapura (Cingapura) 
Índia 
Indonésia 
Japão 
Malásia 
Maldivas 
Nepal 
Paquistão 
Tailândia 
Timor-Leste 

Na Europa
Chipre 
Irlanda 
Malta 
Reino Unido 

Na Oceania
Austrália 
Ilhas Salomão 
Nova Zelândia 
Papua-Nova Guiné



Fonte(s):

http://www.straightdope.com/classics/a3_021b.html

CASO CORONEL UBIRATAN - CARANDIRÚ SE FEZ JUSTIÇA!


"Quem controla o passado, controla o futuro.
Quem controla o presente, controla o passado."
George Orwell , no Livro 1984, escrito em 1948...
 
 

 
CASO CORONEL UBIRATAN - CARANDIRÚ
SE FEZ JUSTIÇA!
VOCÊ SABIA que para poder julgar alguém ou mesmo uma situação é necessário que se conheça a fundo as condições e o andamento do processo?
VOCÊ SABIA que lá nos "autos do processo" tem o depoimento de um dos presos onde afirma que: "Nós preparamos uma emboscada para a Tropa de Choque"?
VOCÊ SABIA que os jurados que julgaram o Coronel Ubiratan da primeira vez concluíram queele agiu no "Estrito Cumprimento do Dever" e mesmo assim ele foi condenado?
VOCÊ SABIA que se a Tropa de Choque não interviesse e os amotinados se matassem entre si, eles teriam que responder na justiça por não terem cumprido o seu dever?
VOCÊ SABIA que nos "autos do processo" está a declaração de um perito que à época afirmou que:
"Caso a Tropa de Choque não tivesse invadido o pavilhão 9, provavelmente a maioria dos presos ou em sua totalidade poderia morrer pelo fogo ou asfixiados" ?
VOCÊ SABIA que naquele pavilhão 9 estavam quase 2200 (dois mil e duzentos) presos e que quando a Tropa de Choque estava chegando ao terceiro andar (andar onde ocorreu a confusão), já tinham mortos pelas escadarias, além de óleo e sangue para os policiais escorregarem?
VOCÊ SABIA que o Coronel Ubiratan não deu um tiro sequer e muito menos ordenou à sua tropa que matassem alguém? Que o que aconteceu foi uma fatalidade?
VOCÊ SABIA que o Coronel Ubiratan, ainda nas escadas abrindo caminho para os bombeiros, foi atingido pela explosão de um botijão de gás, motivo pelo qual foi imediatamente tirado dali e conduzido ao pronto-socorro?
VOCÊ SABIA que na primeira barricada montada pelos presos na entrada do pavilhão já tinha um dos presos degolado pendurado de cabeça para baixo?
VOCÊ SABIA que em mais barricadas os policiais se depararam com presos já totalmente mutilados pelos demais. As fotos estão nos autos!
VOCÊ SABIA que os presos tinham armas de fogo, estiletes, barras de ferro, facas?
VOCÊ SABIA que para fazer o filme do Carandiru, Hector Babenco não fez qualquer consulta ou mesmo contato com nenhum dos policiais e muito menos com o Cel Ubiratan?
Que este filme que tanto mexeu com a opinião pública foi baseado somente no depoimento de presos?
Que na verdade ali tinha mais ficção do que realidade?
VOCÊ SABIA que as verdades que coloco aquinão são veiculadas pela grande mídia porque os interesses pela proteção dos criminosos no Brasil são muito maiores?
Que a inversão de valores está tomando espaço cada vez mais do nosso dia-a-dia e na maioria das vezes não nos damos conta disso?
Todas as informações aqui contidas fazem parte dos "autos do processo" do Coronel Ubiratan Guimarães, que por muitos anos foi acusado pelo que ficou conhecido como "Massacre do Carandiru".
São informações públicas e estão no Tribunal de Justiça de São Paulo, à disposição de todos aqueles que tiverem dúvidas sobre o que ocorreu de verdade.
E foi nestes autos que os 24 Desembargadores se basearam para inocentar o acusado.
E a Justiça foi feita!
 
O GRUPO GUARARAPES ESTÁ REPASSANDO ESTE DOCUMENTO POR ESTAREM MORRENDO POLICIAIS EM TODO O BRASIL.
O POLICIAL É O DEFENSOR DA SOCIEDADE.
O PRESO NO BRASIL GANHA POR FILHO MENOR MAIS DE 800,00 REAIS E  O TRABALHADOR TEM O SÁLÁRIO MÍNIMO DE R$622,00 E TEM VÁRIOS DESCONTOS.  ACREDITE NA VERDADE!