terça-feira, 31 de julho de 2012

Filme legendado “rouba” 25% da atenção do telespectador



Ao contrário do que muitos pensam, filmes legendados fazem com que as pessoas não captem todo o enredo das produções. 
Uma pesquisa realizada com 60 alunos da União Educacional de Cascavel (Univel), no Paraná, em maio de 2012, revelou o comportamento do telespectador em relação à diferença na visualização de filmes legendados e dublados.
Diferente da opinião popular, de que os filmes legendados são melhores de assistir, - pois, conservam o ambiente original do filme e também ajudam no aprendizado de idiomas -, o resultado da pesquisa, baseada em estudos neurocientíficos, mostrou que as pessoas ao optarem por filmes legendados perdem uma parte da visualização do todo e que é fundamental ao entendimento do enredo em uma produção. 
Por meio da técnica de Eye Tracking, ferramenta de neuromarketing que permite mensurar com exatidão o movimento ocular dos telespectadores, foi possível verificar qual o tempo gasto pelos voluntários na leitura das legendas e na visualização do filme. Os pesquisados passaram 25% do tempo lendo as legendas. 
Para o pesquisador e coordenador da pesquisa, Marcelo Peruzzo, isto comprova que os filmes legendados atrapalham significativamente a maneira como a mensagem chega ao telespectador. “A pessoa não consegue ver ao mesmo tempo o que se faz no filme (linguagem não verbal) e o que é escrito na legenda (linguagem verbal), portanto, acaba se confundindo. Ou seja, ao ler a legenda, perde o movimento não verbal dos personagens, que transmitem, principalmente, emoções e sentimentos, fundamentais para o entendimento completo do filme”, diz o pesquisador.
Segundo ele, mesmo de forma inconsciente, as pessoas, ao optarem por um filme legendado, não tem a chance da experiência completa e consequentemente têm uma interpretação equivocada do enredo. “Por meio desta técnica de pesquisa, podemos verificar que o estresse é maior ao assistir um filme legendado do que ao assistir um filme dublado. Percebemos que a busca pela informação não verbal e verbal nos filmes legendados é tão intensa que é possível verificar o desespero do sistema visual, e, consequentemente do cérebro, em entender o que se lê e o que se vê, ao mesmo tempo”, completa Peruzzo.
Para ter acesso ao resultado visual da pesquisa no You Tube: http://goo.gl/TF8Yj
Outras informações:
Marcelo Peruzzo é professor da Fundação Getúlio Vargas Management, presidente local da NMSBA – Associação Mundial de Neuromarketing e CEO do ipdo!s  neurobusiness.
Contato:
(41) 9677-6945
(41) 3089-3085

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Jantar em Família


Dezenas de estudos realizados na última década indicam que adolescentes que jantam regularmente com suas famílias são mais saudáveis, mais felizes, tiram melhores notas e apresentam menos comportamentos arriscados que adolescentes que não jantam regularmente com suas famílias. Essas descobertas ajudaram a dar uma aura quase mágica à hora do jantar e causaram muito estresse e culpa entre os pais e mães mais ocupados.
Mas fazer as refeições em família realmente gera crianças mais bem ajustadas? Ou será que as famílias capazes de organizar jantares frequentes também tendem a possuir outros fatores (talvez mais dinheiro, ou mais tempo) que ajudam a aumentar o bem estar das crianças?
Nossa pesquisa, publicada no mês passado pela revista revisada por pares Journal of Marriage and Family, mostra que os benefícios dos jantares em família não são tão grandes ou duradouros quanto sugerem os estudos anteriores.
Nós consideramos um grande conjunto de dados: a Pesquisa Longitudinal Nacional de Saúde do Adolescente. Essa é uma amostragem nacionalmente representativa de cerca de 18.000 adolescentes que passaram por duas entrevistas durante o ensino médio, com um intervalo de um ano entre cada uma delas, e outra no início da idade adula (entre 18 e 26 anos). Eles respondiam um questionário detalhado a respeito de suas vidas e de seu bem estar. Seus pais também respondiam questões a respeito de tópicos como renda familiar e moradia.
Em nosso estudo, nós analisamos a frequência com a qual os jantares em família eram associados a três indicadores do bem estar de um jovem: sintomas depressivos; uso de álcool ou drogas; e delinquência (uma série de comportamentos, que iam de furtos insignificantes à agressão física).
Em primeiro lugar, nós observamos a associação entre os jantares em família e esses indicadores de bem estar em um único momento na adolescência. Sem levar em conta qualquer outro fator, a associação entre os jantares em família e o bem estar dos jovens era bastante forte e estava de acordo com as pesquisas anteriores. Mas, com a ajuda dos dados, essa mesma relação se tornou muito menos impressionante quando levamos em conta as diferenças entre as famílias que jantavam e as famílias que não jantavam juntas: por exemplo, a qualidade das relações familiares, as atividades realizadas com os pais (de idas ao cinema, até ajuda com as lições de casa), o cuidado dos pais (coisas como ter um horário para chegar em casa), além dos recursos familiares (coisas como a renda, ou se ambos os pais vivem na mesma casa).
Por exemplo: sem levar esses fatores em conta, nós descobrimos que 73 por cento dos adolescentes que raramente jantavam com suas famílias (duas vezes por semana) relatavam usar drogas e álcool, comparados com 55 por cento daqueles que jantavam regularmente com suas famílias (sete dias por semana). Entretanto, essa diferença foi cortada para a metade – de 18 para 9 pontos percentuais – quando os demais fatores foram levados em conta.
Em seguida, como um teste de causalidade mais rigoroso, nós observamos os adolescentes após o período de um ano e examinamos como uma mudança na frequência dos jantares em família poderia se relacionar com as mudanças em seu bem estar. Caso os adolescentes estivessem jantando mais frequentemente com suas famílias, um ano mais tarde, eles estariam se saindo melhor? Nós descobrimos os adolescentes consultados um ano mais tarde davam evidências ainda mais fracas da existência de um efeito causal entre os jantares de família e o bem estar dos adolescentes – apenas o efeito dos jantares em família sobre a depressão juvenil se manteve estável. Não se pôde constatar qualquer efeito sobre o uso de drogas e álcool, ou sobre a delinquência.
Por fim, nós observamos se os jantares em família durante a adolescente apresentavam efeitos duradouros no início da idade adulta. Novamente, havia poucas evidências de benefícios. Nós não encontramos quaisquer efeitos diretos e duradouros dos jantares em família sobre a saúde mental, sobre o uso de drogas e álcool, ou sobre a delinquência. (Naturalmente, pode ser que os jantares em família tenham um efeito maior, ou mais duradouro em função comportamentos que nós não estudamos, tais como os hábitos alimentares.)
Pois então, o que você deveria pensar a respeito dos jantares em família? Ainda que nós sejamos mais cautelosas que outros pesquisadores em relação aos benefícios dos jantares em família, nós não ignoramos a possibilidade de que ele possa colaborar para o bem estar das crianças. Uma vez que as refeições são universais e rotineiras, os jantares em família oferecem uma grande oportunidade para que os pais exerçam influência sobre seus filhos: há poucos outros contextos na vida familiar que fornecem um espaço de tempo regular para todos os seus membros. (Uma pesquisa do Centro de Estudos sobre o Vício e o Uso de Substâncias da Universidade de Columbia questionou adolescentes sobre quando, fora o jantar, eles conversavam com seus pais a respeito de suas vidas: a grande maioria disse que quando estavam andando de carro.)
Mas nossas descobertas sugerem que os efeitos dos jantares em família sobre os jovens dependem de quanto os pais utilizam esse tempo para se relacionarem com seus filhos e para descobrir mais sobre suas vidas. Portanto, se você não for capaz de realizar refeições em família com frequência, não se crucifique: encontre outra maneira de se relacionar com seus filhos.
(Ann Meier é professora adjunta de sociologia na Universidade do Minnesota. Kelly Musick é professora adjunta de análise de políticas e gestão da Universidade Cornell.)
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Poder e Inteligência de uma Mulher

Onze pessoas estavam penduradas numa corda num helicóptero.
Eram dez homens e uma mulher.
Como a corda não era forte o suficiente para segurar todos, decidiram que um deles teria que se soltar da corda..
Eles não conseguiram decidir quem, até que, finalmente, a mulher disse que se soltaria da corda, pois as mulheres estão acostumadas a largar tudo pelos seus filhos e marido, dando tudo aos homens e recebendo nada de volta e que os homens, como a criação primeira de Deus, mereceriam sobreviver, pois eram também mais fortes, mais sábios e
capazes de grandes façanhas...
Quando ela terminou de falar, todos os homens começaram a bater palmas..


Nunca subestime o poder e a inteligência de uma mulher...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O VILÃO que virou HERÓI


A ciência é um campo de verdades transitórias. Na bolsa de valores da saúde,algumas recomendações entram em alta, enquanto a cotação de outras despenca. Veja só o caso do OVO. Por décadas,ele permaneceu à margem daquilo que é conside-rado um cardápio saudável. A má reputação parece ter motivo. Afinal,o ovo era encarado como um poço de colesterol. A absolvi-ção veio quando cientistas descobriram um composto especial em sua fórmula: a Lecitina. Trata-se de um emulsificante natural de gordura,que inibe a absorção do colesterol no intestino. Com seu retorno triunfal ao menu,uma porção de nutrientes do bem ficou disponível. Ele é fonte de minerais e proteinas,das quais a albumina é o destaque. Também reúne vitaminas A,D e as do complexo B. Mas,atenção: Como a gema é rica em colesterol,recomenda-se não exagerar todo dia,especialmente se a dieta já for composta de carne,leite e queijos gordurosos. Três unidades semanais já são um prato cheio para a saúde. OBS: recomen-  do só um por semana.
               Os benefícios estão dentro da casca: Lecitina,dificulta a absorção de colesterol no intestino. Luteína e a Zeaxantina,du-pla associada à prevenção de doenças nos olhos,como catarata. Na parte amarela tem Colina,uma substância que turbina o cé-rebro e preserva a memória. A clara abriga uma proteína chamada Albumina,famosa por fomentar músculos e dar saciedade.
                Formas de consumo: Mexido,cozido e pochê são preparos que favorecem o cozimento completo da gema e da clara. Assim,eliminam-se eventuais micro-organismos. O ovo frito pode ficar mais saudável. É só prepará-lo com um nadica de água  no lugar de gordura em panelas antiaderentes.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Uso Correto dos Antibióticos


Antibióticos são substâncias capazesde eliminar ou impedir a multiplicação de bactérias,por isso são usados no trata-mento de infecções bacterianas. Sua descoberta revolucionou a história da Medicina,pois anteriormente muitas pessoas morriam em decorrência de diversos tipos de infecções. Atualmente,porém,o uso indiscriminado de antibióticos vem fazendo com que as bactérias se tornem resistentes aos tratamentos,gerando um grave problema no mundo todo.
               O uso indiscriminado ocorre quando os antibióticos são usados para tratar infecções que não são causadas por bacté-rias,como resfriados,por exemplo;quando tomados em doses incorretas e quando o tempo de tratamento é inadequado. Aí,a per-gunta: Como o uso incorreto torna as bactérias resistentes? Quando se inicia o uso de um antibiótico o doente geralmente apre-senta sintomas como dor e febre. Com a tomada das primeiras doses as bactérias mais frágeis começam a ser eliminadas e os sintomas melhoram. Se o paciente suspende o uso neste momento,as bactérias mais fortes que continuam vivas começam a se multiplicar novamente e os sintomas vão reaparecer. Como as novas bactérias são descendentes daquelas mais resistentes,é bem provável que o mesmo medicamento não cure mais esta infecção. E como evitar a resistência aos antibióticos? Nunca use antibiótico sem a indicação do médico ou dentista;use a dose que foi prescrita e nos horários corretos(usar doses maiores não acelera a cura);nunca pare o tratamento antes do prazo indicado,mesmo que os sintomas tenham melhorado;não use antibióti-cos fora do prazo de validade(podem não fazer efeito e causar resistência bacteriana);evite guardar sobras de antibióticos em ca-sa,pois a quantidade geralmente não é suficiente para um novo tratamento.
               Peça sempre orientação ao profissional de saúde! Alguns antibióticos são mais bem tolerados quando tomados com as refeições;outros devem ser tomados com o estômago vazio. O profissional de saúde orientará sobre a melhor maneira de usá-los para que a cura ocorra com o mínimo de efeitos colaterais;certas pessoas têm alergia a alguns tipos de antibióticos,por isso,lem-bre-se sempre de contar ao profissional de saúde sobre as alergias que já teve;a maioria dos casos de dor de garganta,gripe e diarréia não necessita de tratamento com antibióticos,pois geralmente são causados por virus.
               Fonte: Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde ( bvsms.saude.gov.br )